Acusado de feminicídio por estrangulamento vai à júri em Erechim

Acusado de feminicídio por estrangulamento vai à júri em Erechim

Um acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) será julgado pelo Tribunal do Júri na próxima quarta-feira, 29 de abril, em Erechim, pelo assassinato da ex-companheira. A acusação será sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Fabrício Gustavo Allegretti, que destaca tratar-se de um crime praticado no contexto de violência doméstica, com emprego de asfixia — mediante estrangulamento — e em descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Conforme a denúncia do MPRS, o crime ocorreu na noite de 20 de outubro de 2023, no Bairro Atlântico. Inconformado com o término do relacionamento, o réu teria ingressado clandestinamente na residência da vítima e a estrangulado, surpreendendo-a dentro de casa e dificultando qualquer possibilidade de defesa. O MPRS atribui ao caso (cometido antes da entrada em vigor da Lei 14.994/2024) as qualificadoras do motivo torpe, do emprego de asfixia, do recurso que dificultou a defesa da vítima e do feminicídio, além da causa de aumento de pena referente ao cometimento do crime em descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Para Fabrício Allegretti, esse é “um caso bárbaro de feminicídio, que deixou dois meninos órfãos de mãe e causou severos impactos emocionais à família materna”. Segundo o promotor, “o modo de execução do crime e o comportamento posterior do réu, preso em flagrante em um bar da cidade, evidenciam absoluto desprezo pela vida da vítima, mesmo com medidas protetivas em vigor”. O MPRS também ressalta que acompanha a família desde o início da ação penal e que, no julgamento, “dará voz não só à vítima, mas também ao luto de seus familiares”.

 

ASCOM MP/RS