Escola Abará promove encontro de capoeiristas no Calçadão de Getúlio Vargas

Escola Abará promove encontro de capoeiristas no Calçadão de Getúlio Vargas


4º Vem jogá mais eu! recebe guardiões da tradicional roda de capoeira de São Paulo para batizado e troca de corda


A capoeira é uma expressão da cultura de matriz africana que mistura arte marcial, dança, música e jogo. Apaixonado por esta arte que mexe com o corpo e com a cabeça, o contramestre Beto implantou, no ano de 2022, o projeto “Capoeira, uma Luz no Caminho”. As aulas voluntárias continuam sendo ministradas no Centro Esportivo e Recreativo Municipal de Getúlio Vargas (antigo Sesi), além de outros espaços como o Centro Municipal da Cultura (Biblioteca Pública), Lar da Menina e Escola Cônego Olejnik. Hoje, o projeto é realizado pela Escola Abará Capoeira e consiste na educação e na socialização de crianças e jovens por meio de aulas de capoeira.
No último final de semana, dias 17 e 18 de outubro, a Escola Abará promoveu o 4º Vem jogá mais eu!, que é um encontro de capoeiristas. O evento aconteceu no Calçadão da cidade, reunindo capoeiristas convidados de outras localidades, cidades e estados. O principal objetivo foi a realização do ritual de acolhimento e de reconhecimento dos alunos do projeto, no universo da capoeira.
Atualmente, a escola atende cerca de 80 crianças e jovens dos municípios de Getúlio Vargas e Estação, remanescentes quilombolas urbanos. Mas, desde a criação do projeto, mais de 500 alunos já foram acolhidos, segundo o contramestre Beto.
O ritual
O ritual de acolhimento e de reconhecimento é popularmente conhecido como ‘batizado e troca de corda’. “Os alunos novos recebem suas primeiras cordas e os alunos já batizados recebem as cordas subsequentes, conforme seus merecimentos”, explica o contramestre Beto.
O evento contou com a presença de personalidades de São Paulo, com grande expressão internacional na capoeira. Eles são os guardiões da histórica roda da Praça da República, que acontece todos os domingos, reunindo mestres e praticantes de várias gerações. Estiveram em Getúlio Vargas os mestres Chita, Moreira, Nenê e Cobrinha e o contramestre Pezão.
E também os grupos: Arte Sem Fronteiras (Alegrete, contramestre Fumaça), São Bento (Guaíba, mestre Vagalume, Abará Porto Alegre (mestre Sandrão e contramestres Pulga e Pesado), Oxóssi (POA, mestre Lua Negra), Coletivo Angola do Povo (Erechim, professor Maurício), Associação Guarda Negra (Tapejara, professor Pokémon), Capoeira Brasil (Concórdia/SC, contramestre Borracha) e Beribazu (Penha/SC, mestre Voz e monitora Tempestade).
Apoio e incentivos
Ao longo desses quase cinco anos de trabalho, o projeto Capoeira, uma Luz no Caminho recebeu apoio de entidades, como a Casa da Amizade, o Rotary Clube e o Cededica, todos de Getúlio Vargas; e de pessoas físicas e jurídicas que querem permanecer no anonimato.
O projeto também foi contemplado com recursos oriundos de editais de incentivo à cultura, através da Lei Paulo Gustavo, Fazendo Cultura (duas vezes), PNAB e Penas Alternativas da VEC de Getúlio Vargas (2022, 2025 e 2026).
Feira do Livro
A Escola Abará Capoeira será uma das atrações da 26ª Feira do Livro de Getúlio Vargas. (Fotos: Jordana Prause Fotografia)