Especial Dia do Médico — Entrevista com o Dr. Gabriel Barancelli

Especial Dia do Médico — Entrevista com o Dr. Gabriel Barancelli

 

Medicina, família e parceria: uma conversa com o médico radiologista Gabriel Barancelli

 

No início da tarde de quarta-feira (14), a rotina do médico radiologista Gabriel Barancelli, de 39 anos, já estava em ritmo acelerado. Sua jornada havia começado pontualmente às 7h da manhã na Clínica de Ultrassom. Natural de Getúlio Vargas, onde nasceu no Hospital São Roque em 29 de dezembro de 1986, o filho de Álvaro e Luiza Maria Barancelli hoje divide seu tempo e conhecimento entre Estação e Passo Fundo.
Com 16 anos de carreira na medicina, Gabriel consolidou sua atuação no Centro Clínico Santo Antônio, em Estação, e expandiu fronteiras em 2025 com a inauguração de sua nova clínica em Passo Fundo. Atendendo de segunda a sábado, das 7h às 19h, ele conversou conosco sobre sua trajetória - desde os bancos escolares da região até a especialização em São Paulo -, sua rotina intensa e os planos para o futuro.
Confira a entrevista completa.

 

O começo de tudo e a escolha pela medicina
AFR: Dr. Gabriel, sua base escolar foi toda construída na nossa região. Como foi esse período e quando surgiu o desejo de ser médico?
Dr. Gabriel Barancelli: “Eu estudei da pré-escola até a 4ª série na Escola Estadual Maria Nascimento Giacomazzi (hoje municipalizada) e da 5ª à 8ª série na Escola Estadual Emílio Tagliari, ambas em Estação. Ao final do ensino fundamental, conversei abertamente com meu pai sobre o meu desejo de me preparar para cursar medicina. Ele me apoiou muito. Na época, fui matriculado no Ensino Médio da Uri Erechim, no campus que eles tinham aberto em Getúlio Vargas. Como as atividades daquela extensão foram encerradas, acabei concluindo o Ensino Médio na sede da Uri, em Erechim.”
AFR: A aprovação no vestibular veio de primeira ou exigiu um fôlego extra?
Dr. Gabriel: “No meu primeiro vestibular não tive êxito. Então, me matriculei no curso Pré-Vestibular Garra, em Passo Fundo, e me mudei para a cidade, em um apartamento que minha família adquiriu. Em 2005, o esforço valeu a pena: passei no vestibular de medicina da Unoesc e da UPF. Decidi fazer a matrícula na UPF.”
AFR: Como foi o período da faculdade, dividindo a rotina com os irmãos?
Dr. Gabriel: “Foi uma época muito boa. Morei com meu irmão Maurício, um ano mais velho, que cursava Odontologia também na UPF, e com minha irmã mais velha, Camila, que cursou Letras e, posteriormente, Fisioterapia. Estávamos todos focados nos estudos.”
A especialização e o retorno às origens
AFR: Por que a escolha pela Radiologia e Diagnóstico por Imagem?
Dr. Gabriel: “A escolha definitiva aconteceu no 6º ano da graduação, muito por influência de um professor que tive. Após me formar, fui aprovado para a residência médica em Radiologia no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Passo Fundo, onde me especializei.”
AFR: E como surgiu o convite para voltar a trabalhar na sua região natal?
Dr. Gabriel: “No meu 3º ano de residência fui convidado pelo cirurgião-dentista Dirceu Guollo, presidente do Hospital Santo Antônio Ltda, para trabalhar na casa de saúde de Estação. Aceitei, mas com uma condição que levei à diretoria: informei que, no ano seguinte, eu participaria de um programa de treinamento avançado e superespecializado na minha área. Fiz esse fellowship na Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Ao final desse ano de aperfeiçoamento voltei em definitivo para trabalhar em Estação.”
Expansão e rotina de trabalho
AFR: Hoje o senhor divide os atendimentos entre Estação e Passo Fundo. Como funciona essa dinâmica?
Dr. Gabriel: “É uma rotina intensa. Trabalho de segunda a sábado, começando às 7h e seguindo até às 19h. Atuo com ultrassom, tomografia e raio x. Tenho a Clínica de Ultrassom instalada no 3º andar do Centro Clínico Santo Antônio, no Centro de Estação. Lá, trabalho ao lado do meu irmão Maurício, que é odontólogo e tem consultório no local, e da minha noiva, Lusiane Domingues, que também é médica e especialista na mesma área que eu. Além disso, inauguramos no ano passado (2025) a nossa clínica em Passo Fundo, onde o carro-chefe dos atendimentos são os convênios da Unimed e do Ipe.”
AFR: O senhor mencionou sua noiva, a Dra. Lusiane. Vocês também se conheceram na profissão?
Dr. Gabriel: “Sim, nos conhecemos no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. Éramos colegas de trabalho no hospital e hoje dividimos a vida e o consultório. Atualmente, fixamos nossa residência em Passo Fundo, de onde nos deslocamos para os atendimentos.”
Vida pessoal e lazer
AFR: Com uma carga horária diária de 12 horas, o que vocês fazem para desligar da medicina nos momentos de folga?
Dr. Gabriel: “Nosso descanso semanal é dividido entre Passo Fundo e Estação. Gostamos muito de ler artigos científicos e revistas da área médica para nos manter atualizados, mas também aproveitamos para ler literatura geral, assistir a séries no streaming e, claro, conviver com nossas famílias - os meus pais e os dela. Quando temos feriados prolongados, como foi agora o de Nossa Senhora Aparecida, gostamos de viajar para o litoral para recarregar as energias.”