Cerca de 90 vagas para mamografia deixam de ser aproveitadas por mês no Hospital Santa Terezinha

Cerca de 90 vagas para mamografia deixam de ser aproveitadas por mês no Hospital Santa Terezinha
saúde das pacientes. Mensalmente, o Hospital disponibiliza cerca de 520 vagas para a realização de mamografias,

Ausências dificultam o aproveitamento e podem representar oportunidades perdidas de diagnóstico precoce

 

A mamografia é um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações que ainda não apresentam sintomas. No Hospital Santa Terezinha de Erechim, o serviço atende mulheres do município e de toda a região, contribuindo para o acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento da saúde das pacientes.

Mensalmente, o Hospital disponibiliza cerca de 520 vagas para a realização de mamografias, encaminhadas à 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, responsável pela distribuição entre os municípios de abrangência. O agendamento ocorre de forma antecipada: por volta do dia 20 de cada mês, são disponibilizadas as vagas referentes ao mês seguinte.

Embora a oferta mensal seja de aproximadamente 520 exames, o Hospital tem como referência a realização de cerca de 430 mamografias por mês. Isso porque, a cada mês, são registradas entre 80 e 90 faltas aos procedimentos agendados. O número representa um desafio para a organização do serviço e, principalmente, para o aproveitamento das vagas disponibilizadas.

A substituição de uma paciente que falta não é imediata, já que os exames realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seguem fluxos de regulação e agendamento entre o Hospital e as Secretarias Municipais de Saúde. Por isso, nem sempre é possível preencher uma vaga de última hora, mesmo que outras mulheres estejam aguardando pelo exame.

Como funciona o agendamento

O processo de agendamento das mamografias envolve uma rede de organização entre o Hospital, a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde. As vagas são disponibilizadas pelo Hospital à Coordenadoria, responsável pela distribuição dos quantitativos destinados a cada município. A partir disso, as Secretarias Municipais de Saúde ficam responsáveis por encaminhar e orientar as pacientes sobre a realização do exame, incluindo a data e os procedimentos necessários.

No caso das pacientes acompanhadas pelo serviço de Oncologia, os pedidos também são organizados e encaminhados ao setor de agendamento do Hospital. Para as moradoras de Erechim, o fluxo envolve a Secretaria Municipal de Saúde, enquanto as pacientes de outros municípios recebem as orientações por meio das respectivas secretarias.

O Hospital também realiza o agendamento dos exames solicitados pelo SER Mulher, garantindo a continuidade do acompanhamento das pacientes atendidas pelo serviço.

Após a realização da mamografia, o comparecimento é registrado no sistema de regulação, permitindo o controle dos procedimentos efetivamente realizados.

Compromisso com o acesso e a prevenção 

Para o diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, Rafael Ayub, o aproveitamento das vagas é fundamental para garantir que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico. “Nosso compromisso é oferecer um atendimento cada vez mais acessível e resolutivo para as mulheres de Erechim e da região. O Hospital mantém uma oferta expressiva de mamografias todos os meses, mas precisamos que essas vagas sejam efetivamente utilizadas. Cada exame realizado representa uma oportunidade de cuidado, prevenção e diagnóstico precoce. Por isso, é fundamental que toda a rede esteja integrada, desde o agendamento e a comunicação com as pacientes até a realização do procedimento”, destaca.

O Hospital reforça a importância de que as pacientes estejam atentas às informações repassadas pelas Secretarias Municipais de Saúde e, em caso de impossibilidade de comparecimento, comuniquem a situação com antecedência ao serviço responsável pelo agendamento, sempre que possível.

Outubro Rosa

Segundo as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgadas em 2026, o Brasil deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028. Somente no Rio Grande do Sul, são estimados 3.790 novos casos anuais. A doença representa aproximadamente 30% dos novos casos de câncer entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. Os números reforçam a importância do Outubro Rosa e da conscientização sobre o diagnóstico precoce.

ASCOM FHSANTA TEREZINHA