Estação entre os melhores do Brasil em gestão de resíduos sólidos

Estação entre os melhores do Brasil em gestão de resíduos sólidos

 

ISLU 2025 coloca o município de Estação na 5ª posição nacional, com o conceito “muito alto”

O resultado do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU 2025) mostra que a administração do município de Estação adota uma gestão comprometida com a sustentabilidade e a qualidade de vida da comunidade. O município, que no próximo dia 21 completa 38 anos de emancipação, figura na 5ª posição no ranking nacional, com pontuação 0,804 e conceito “muito alto”.
Dentre os 497 municípios gaúchos, Xangri-Lá e Estação figuram entre os cinco melhores do Brasil. O Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana, realizado anualmente desde 2016, avalia o engajamento das prefeituras em sustentabilidade financeira do serviço de reciclagem de resíduos e o impacto ambiental da destinação.
O estudo, elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente, avalia a qualidade da gestão de resíduos e abrange milhares de municípios, analisando a eficiência da coleta, transporte, tratamento e destinação final do lixo. Além de diagnosticar a gestão de resíduos, o ISLU apoia os governos municipais na tomada de decisão, incentivando práticas mais sustentáveis.
A reportagem conversou, na quarta-feira (08), com a bióloga Carla Carvalho, diretora de Núcleo de Meio Ambiente e Licenciadora Ambiental da Secretaria Municipal da Agricultura de Estação. Confira a entrevista.        

AFR: Quais as medidas principais da prefeitura para lidar com resíduos sólidos?
Carla:
A Prefeitura mantém coleta seletiva implantada desde 1998, com contrato operacional atual com a Copercicla para resíduos domiciliares e complementares. Realiza campanhas permanentes e pontuais para destinação de podas, óleo de cozinha, medicamentos, lâmpadas, pilhas e baterias, eletroeletrônicos, pneus e embalagens de agrotóxicos. Há também ações de logística reversa, fiscalização ambiental para coibir descartes irregulares e programas educativos para conscientizar a população.
AFR: Na sua opinião, como a prefeitura conseguiu alcançar esse ranking nacional, quais foram as ações para tornar a cidade limpa?
Carla:
O resultado é fruto de políticas contínuas e integradas: infraestrutura de coleta, parcerias com cooperativas e empresas, campanhas educativas bem direcionadas e fiscalização efetiva. A combinação de esforço técnico da gestão e engajamento da comunidade reduziu descartes inadequados e aumentou a destinação correta, refletindo-se no ranking.
AFR: O índice se baseia em dados do SINISA de 2024, quais foram as mudanças na gestão dos resíduos sólidos durante esses dois anos?
Carla:
Foram intensificadas campanhas e ações de coleta — por exemplo, coletas periódicas de entulho — além de ampliação da logística reversa e maior monitoramento dos indicadores. Houve aprimoramento operacional no contrato com a Copercicla, reforço da fiscalização e maior sistematização de dados para acompanhamento e decisão.
AFR: O que esse ranking representa para a cidade?
Carla:
É uma validação do trabalho conjunto entre governo e população: comprova avanço na gestão ambiental, eleva o orgulho e a credibilidade do município e abre espaço para atração de recursos e parcerias. Também funciona como um estímulo para manter e aprimorar as práticas ambientais.
AFR: Há alguma expectativa para o próximo ISLU? Expectativa de chegar ainda mais acima no ranking, ou se manter no conceito muito alto?
Carla:
A meta é dar continuidade das ações, fiscalização, campanhas e maior adesão da população, ao mesmo tempo, o objetivo imediato é manter a qualidade já alcançada e avançar de forma sustentável.