Expointer 2025: Interação e troca de variedades crioulas são promovidas no espaço da Biodiversidade
Sementes crioulas, ramas e tubérculos de plantas alimentícias são trocadas e conhecidas no espaço da Biodiversidade da Emater/RS-Ascar na 48ª Expointer, que acontece até domingo (07/09), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Numa área de 14 mil m², a Instituição demonstra diversas temáticas trabalhadas pelos extensionistas em todo o Estado e a Biodiversidade é um espaço tradicional, de encontros e interação entre técnicos, extensionistas, estudantes e agricultores.
O objetivo principal da parcela da Biodiversidade é possibilitar a troca de variedades crioulas, sementes, mudas, raízes, entre outras espécies, que são cultivadas e preservadas por gerações de agricultores, garantindo alimentos mais resistentes e adaptados ao nosso solo, como milho branco, arroz sequeiro, pipoca crioula e batata cará, entre outras. Além do conhecimento, trabalhar com os saberes, fortalecendo a relação entre o rural e o urbano e garantindo a segurança alimentar, nutricional e ambiental desse sistema.
De acordo com o extensionista Carlos Roberto Rocha, a temática da Biodiversidade na Expointer busca sensibilizar os consumidores, mas também os filhos de agricultores das várias regiões produtivas do Estado, que têm curiosidade sobre esse processo, que antigamente os pais e avós deles trabalhavam, utilizando também essas formas de produção.
GUARDIÕES
No dia a dia da Extensão Rural e Social, a Emater/RS-Ascar incentiva a manutenção das sementes crioulas e de plantas, e práticas agrícolas que têm como foco a sustentabilidade das pequenas propriedades familiares. “Com a variabilidade de cultivares utilizadas por esses agricultores, busca-se contribuir com a preservação ambiental e a segurança e soberania alimentar, o que é muito importante para essas famílias agricultoras”, avalia Rocha, ao destacar que “dessa forma estamos trabalhando essa biodiversidade, que vamos chamar então de agrobiodiversidade, que é essas diferentes formas de vidas e formas de agricultura”, ressalta.
No espaço da Biodiversidade há uma amostra do trabalho dos guardiões de sementes da localidade de Lomba Grande, em novo Hamburgo, onde 25 produtores – conhecidos como guardiões das sementes – mantêm viva essa tradição, em um trabalho apoiado há duas décadas pela Emater/RS-Ascar e pelo Gabinete de Desenvolvimento Rural da Prefeitura. “As sementes crioulas são fundamentais na estratégia da preservação desses agricultores em suas áreas agrícolas, contribuindo para a sobrevivência desses ecossistemas com renda para as famílias produtoras”, avalia. Rocha destaca que “o espaço busca demonstrar a importância da sustentabilidade desses processos, seja econômico, ambiental e, o mais importante, nutricional para o nosso público”.
Um exemplo do trabalho de promoção da cultura das sementes crioulas é de Lotário Cornely, de 94 anos, morador da localidade de São João do Deserto. Considerado o maior produtor deste tipo de semente em Lomba Grande, ele está sendo representado por Rocha na Expointer. “Esse trabalho fortalece a agricultura familiar, preserva a biodiversidade e impulsiona a economia local”, destaca o extensionista.
AGRICULTURA URBANA E PERIURBANA
No local também será divulgado o 7º Encontro Regional de Biodiversidade e Seminário Regional de Agricultura Urbana e Periurbana, que será realizado no dia 17 de setembro em Novo Hamburgo, no Salão da Igreja Católica de Lomba Grande, promovido pelo Fórum Gaúcho de Agricultura Urbana e Periurbana Sustentável, reunindo guardiões de sementes crioulas da região, abordando todos esses sistemas da agrobiodiversidade, com resgate de sementes e plantas.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar













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