Fórum da Comarca de Getúlio Vargas capacita novos facilitadores em Justiça Restaurativa
Com o objetivo de fortalecer a cultura de paz na região, o grupo é formado por onze profissionais
Entre os dias 28 de setembro e 02 de outubro, a Comarca de Getúlio Vargas sediou o primeiro ciclo do curso de capacitação de facilitadores em Justiça Restaurativa, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. A iniciativa visa qualificar profissionais para a condução de processos circulares e metodologias autocompositivas, consolidando-se como um importante avanço para a expansão da cultura de paz e a resolução dialógica de conflitos no município e na região.
Conduzida pelos instrutores Petina Riccardi Lima e Rafael Ramatis Feijó Rosa, a formação preparou os participantes para aplicar as práticas restaurativas tanto no âmbito do Poder Judiciário, quanto em instituições parceiras, como escolas e grupos comunitários. Diferente do modelo estritamente punitivo, a Justiça Restaurativa propõe um espaço seguro e estruturado para o diálogo, priorizando a responsabilização ativa, a reparação dos danos e a reconstrução dos vínculos interpessoais e sociais.
A realização da capacitação esteve diretamente articulada ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca, com coordenação da juíza Daniela Conceição Zorzi, e gestão do servidor Felipe Antonioli. A equipe destacou que a formação contínua de facilitadores amplia a capacidade de atendimento do Judiciário, transformando a forma como a comunidade lida com situações de vulnerabilidade e controvérsias complexas.
A turma capacitada reúne profissionais com diferentes vivências e áreas de atuação. Essa pluralidade de experiências enriquece a condução dos círculos restaurativos, possibilitando um acolhimento integral e humanizado, capaz de identificar as raízes dos conflitos e atuar preventivamente na restauração da malha social.
Com a conclusão dessa etapa, a Comarca de Getúlio Vargas reforça seu compromisso com uma prestação jurisdicional moderna, próxima da população e transformadora. A aplicação prática dos métodos restaurativos dentro do Poder Judiciário, nas redes de ensino e nos espaços comunitários projeta impactos diretos na convivência social, demonstrando que a cooperação e a escuta qualificada são caminhos eficazes para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica.
Os novos facilitadores
Andreia Franceschi (Pedagogia), Dayane de Fátima da Rosa Vaes (Direito), Eliane Maria Granella (Pedagogia), Elisângela Mott Martins (Direito), Felipe Antonioli (Direito), Helena Rigo (Direito), Luana Albuquerque Santin (Direito), Márcia Maria Vicensi (Direito), Matheus Bertussi (Direito), Sandra Mara Bortoli (Pedagogia) e Sueli Fátima de Oliveira (Pedagogia).













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