Pesquisadora gaúcha na FORBES LATINA
O capital intelectual delas: produção científica feminina nas Ciências Jurídicas e a consolidação do conhecimento no mundo global.
A economia do conhecimento no século XXI possui um rosto feminino, embora os sistemas de prestígio ainda resistam a essa imagem. Nas Ciências Humanas e Jurídicas, a produção científica liderada por mulheres deixou de ser um pe1ueno espaço para se tomar protagonismo nas novas arquiteturas sociais. O século XXI reverbera a emancipação intelectual feminina e reforça a necessidade de tê-las ns mais variados espaços que vai da academia às salas de conselho da Fortune 500.
Historicamente, as Ciências Humanas foram relegadas a um plano secundário diante das Hard Sciences. No entanto, em um mundo dominado pela IA e pela complexidade das relações sociais e desigualdades latentes, a Antropologia, o Direito e a Sociologia são as bússolas éticas necessárias. E, nesse contexto emerge a trajetória de emancipação acadêmica de Thaís Janaina Wenczenovicz. Descendentes de imigrantes poloneses buscou na educação sua liberdade e autonomia de pensamento em um universo majoritariamente masculinizado: ensino e pesquisa em nível de Pós-Graduação. Atua em diversos espaços com esmero e busca pelo fazer constante da ‘boa ciência à luz do século XXI’.
Com atuação na Universidade de Salamanca, Centro de Ciências Jurídicas, Espanha implantou a Cátedra Brasil – Espanha por meio de Edital da CAPES. Atua como Docente adjunta/pesquisador sênior na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul/UERGS; Pesquisadora PQg Produtividade/FAPERGS/Faixa 2; Professora Titular no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito/UNOESC e Professora no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas/Universidade Federal da Fronteira Sul. É membro do Comitê Internacional Global Alliance on Media and Gender (GAMAG) – UNESCO; Membro da Rede de Pesquisa DECLEN Decolonizing and Comparing Legal Experiences Network. Membro da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos no Rio Grande do Sul. Consultora ad hoc para avaliação de projetos em pesquisa e inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina/FAPESC e Membro da Red de Constitucionalismo Crítico de América Latina. Possui 79 Livros publicados/organizados ou edições nos idiomas espanhol, inglês, polonês e português, acrescido de 120 Capítulos de Livros publicados em idiomas espanhol, inglês e português. É autora de artigos científicos publicados em Revistas Especializadas nacionais e internacionais nos idiomas: alemão, espanhol, inglês, polonês e português
Enfatiza-se que a produção feminina nestas áreas tem introduzido novos protagonistas e novas metodologias para o campo das Ciências Humanas e Jurídicas com assente na busca de trazer os coletivos subalternizados como principal grupo social de suas investigações nas duas últimas décadas. Afiliada as Epistemologias do Sul dialoga com conceitos como o Direito do Cuidado, Violação dos Direitos Humanos, Violências estruturais e simbólicas exercidas contra crianças, mulheres, povos em apagamento e vulnerabilizados. Destaca-se ainda que pesquisadoras latinas estão na vanguarda da crítica ao modelo jurídico tradicional, propondo estruturas que protegem o capital humano de forma mais eficiente. A emancipação, aqui, é medida pela capacidade de pautar o que é "justo", intercultural e "pluriversal". Ou seja, pensar desde os que ocupam as margens da nação.













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