Semeadura do trigo no RS se encaminha para o final
A semeadura de trigo evoluiu para 93% da área prevista no Rio Grande do Sul para esta Safra 2026, que é projetada pela Emater/RS-Ascar em 814.220 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (16/07), as lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento, favorecidas pelo frio. A maior incidência de radiação solar foi importante para o desenvolvimento dos cultivos, melhorando o aspecto das plantas.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, onde se encontra 28% da área de trigo no Estado, a semeadura atingiu 98% do projetado, e se aproxima do final. O desenvolvimento das plantas está adequado para o período e a fase de perfilhamento está iniciando mais cedo, aumentando a possibilidade de formação de boas espigas nos afilhos. Na região de Santa Rosa, onde está 22% da área de trigo do RS, o plantio evoluiu para 96%, e as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. As áreas semeadas recentemente apresentam emergência uniforme e estande de plantas adequado. As geadas contribuíram para a sanidade das lavouras. Já na região de Pelotas, a semeadura do trigo está em 77%, e os cultivos em desenvolvimento vegetativo, considerado normal para o período. A área plantada diminuiu nesta safra, e muitos produtores de trigo optaram pelo plantio de canola e carinata.
Canola - As lavouras de canola apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com 6% em florescimento e pequenas áreas em enchimento de grãos. As geadas podem ter causado danos à cultura, que serão demonstrados conforme o desenvolvimento dos cultivos. O aumento da radiação solar foi favorável para o desenvolvimento da canola e a sanidade das plantas está adequada. A área cultivada de canola está estimada pela Emater/RS-Ascar em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o plantio da canola está praticamente finalizado. As lavouras implantadas no início da época preferencial estão chegando ao período de floração. Já nas áreas de estabelecimento tardio, onde ocorreram problemas relacionados à falta de umidade na semeadura, nota-se estande de plantas e desenvolvimento abaixo do ideal para a obtenção de altas produtividades. Na região de Frederico Westphalen, as lavouras de canola estão 70% em desenvolvimento vegetativo, 25% em florescimento e 5% em enchimento de grãos.
Carinata - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a área foi ampliada, e a estimativa de cultivo é de aproximados 2.600 hectares. Os municípios de Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura, demonstrando o crescente interesse dos produtores por essa alternativa de inverno, especialmente em sistemas de rotação de culturas. As lavouras se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo, apresentando estabelecimento e evolução de ciclo satisfatórios. As condições dos cultivos estão semelhantes às verificadas na canola, em especial no que se refere à ocorrência de pragas, que exigem monitoramento constante para o controle. De modo geral, as áreas cultivadas com carinata apresentam desenvolvimento adequado, favorecidas pelas condições climáticas no período. Na região de Erechim, alguns agricultores implantaram a cultura como opção no inverno devido ao baixo preço, principalmente em substituição ao trigo. Toda a área prevista foi implantada e se encontra em estado vegetativo. No RS, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o plantio de carinata é de 12.365 hectares.
Aveia-branca - O plantio está em finalização, restando apenas algumas áreas de maior altitude. As lavouras apresentam bom estabelecimento e desenvolvimento vegetativo. Em áreas mais precoces, ocorre o perfilhamento e elongação do colmo. As temperaturas amenas e o aumento da incidência de radiação solar promoveram melhora no desenvolvimento das plantas. De maneira geral, a condição fitossanitária está satisfatória, sem ocorrência relevante de pragas ou doenças. Os produtores realizam os tratos culturais de rotina, conforme o estágio de desenvolvimento das lavouras. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual, de 2.322 kg/ha.
Cevada - A implantação de cevada está concluída na maioria das regiões, com as lavouras apresentando bom estabelecimento e estandes uniformes, predominando a fase de desenvolvimento vegetativo inicial. De maneira geral, a sanidade das lavouras está satisfatória. A projeção da Emater/RS-Ascar aponta o cultivo de 20.320 hectares, e produtividade média estadual de 3.020 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o plantio da cevada foi finalizado, e 100% das lavouras estão em início de desenvolvimento vegetativo. Neste ano, a previsão de plantio foi de 4.560 hectares, uma queda de 36% em relação a 2025. Na região de Ijuí, as lavouras apresentaram uma melhora no desenvolvimento das plantas, em razão dos dias mais ensolarados. Já na região de Soledade, foram finalizados o controle de plantas daninhas em pós-emergência e a adubação nitrogenada em cobertura. Continua o monitoramento de doenças, especialmente manchas foliares, sendo adotadas medidas de controle, quando necessárias.
OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS
Alho - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, em São Marcos, o plantio das lavouras está finalizado. Nas primeiras áreas implantadas, os produtores iniciaram as adubações de cobertura. De modo geral, as lavouras apresentam bom estado fitossanitário, e estão sendo realizadas as primeiras aplicações preventivas de fungicidas e herbicidas.
Milho-verde - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Bom Princípio, a oferta de milho-verde se encontra bastante reduzida em função das baixas temperaturas, registradas nas últimas semanas. O frio prolongado retardou o desenvolvimento das lavouras e comprometeu o enchimento das espigas, diminuindo seu tamanho.
Oliva - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os produtores aproveitam o período para a realização dos tratamentos fitossanitários de inverno e para o manejo das plantas de cobertura de solo, visando ao preparo das áreas para o próximo ciclo produtivo.
Pêssego - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as cultivares precoces (PS do Cedo e BRS Kampaii) se encontram nos estágios fenológicos de queda de sépalas e em início de frutificação, apresentando bom pegamento inicial dos frutos. As cultivares de ciclo médio (Chimarrita e BRS Fascínio) estão, de modo geral, em início de floração. Nas cultivares de ciclo tardio, especialmente PS do Tarde, Barbosa e Eragil, prosseguem as operações de poda de inverno e a aplicação de calda sulfocálcica, visando à redução do inóculo de patógenos e ao manejo de pragas durante a dormência. De forma concomitante, são realizados tratamentos fitossanitários de início de ciclo, com enfoque preventivo de podridão-parda e de crespeira.
Na região de Pelotas, é realizado o manejo de inverno, com execução da poda e tratamentos fitossanitários preventivos, com destaque para a aplicação de caldas sulfocálcica e bordalesa. Os produtores realizam o manejo das plantas de cobertura de solo, visando à adequação das áreas para o próximo ciclo produtivo. Já na região de Soledade, inicia-se a poda de inverno, assim como para ameixa e pera. Os pessegueiros precoces se encontram no início da pré-floração. São realizados os tratamentos fitossanitários de inverno, como o manejo da cochonilha e de podridão-parda, principal enfermidade do pessegueiro, cuja infecção se estabelece na primavera e no verão.
PASTAGENS
O campo nativo apresenta crescimento vegetativo reduzido ou paralisado em razão das baixas temperaturas e das geadas típicas do inverno. Em alguns municípios, após as geadas, os campos ficaram com aspecto seco. Até mesmo as espécies de hábito hibernal se desenvolvem lentamente pela nebulosidade, pelas baixas temperaturas e pela baixa ocorrência de chuvas. Embora ainda seja utilizado para o pastejo, sua participação na alimentação dos rebanhos está menor neste período, restringindo-se, principalmente, às propriedades com adequado manejo de lotação animal.
Quanto às pastagens cultivadas, houve avanço no desenvolvimento das forrageiras em regiões com maior luminosidade. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as áreas estabelecidas em março e em abril apresentam baixa taxa de rebrota. As áreas semeadas em maio e junho se desenvolvem de forma mais lenta, em razão da luminosidade, da umidade e das temperaturas muito baixas, bem como das geadas intensas. Além disso, o uso de sementes de menor qualidade e a adubação de base e de cobertura reduzida ou inexistente afetaram ainda mais o desenvolvimento das pastagens.
Na região de Caxias do Sul, a elevada umidade do solo dificultou o manejo do pastejo, exigindo controle do tempo de permanência dos animais para evitar compactação e danos às pastagens. Os campos de altitude apresentaram desenvolvimento razoável, mas baixa qualidade. Aveia, azevém e trigo utilizados em integração lavoura-pecuária apresentaram desenvolvimento razoável, mas com dificuldades de manejo.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues













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