Seminário reforça importância econômica e nutricional da noz-pecã
A valorização da noz-pecã esteve em evidência nesta quinta-feira (18/09), durante o seminário “Noz-pecã: Potencial Nutricional e Cadeia Produtiva”, promovido pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O evento ocorreu no auditório da Instituição, em Porto Alegre, reunindo produtores, nutricionistas e consumidores.
O cultivo da noz-pecã já possui relevância nas áreas frutíferas do Rio Grande do Sul, com uma cadeia produtiva consolidada que envolve mais de 1,5 mil produtores — metade deles atuando em propriedades com até 10 hectares. Responsável por mais de 80% da produção nacional, o Estado coloca o Brasil como o quarto maior produtor mundial da fruta, que tem origem nos Estados Unidos e México, mas encontrou no solo e clima subtropicais gaúchos as condições ideais para seu desenvolvimento. Entre os dez principais municípios produtores de noz-pecã estão Cachoeira do Sul, Anta Gorda e Santana do Livramento, confirmando a força regional dessa cultura, que tem ganhado destaque tanto no campo quanto na culinária.
SEMINÁRIO REFORÇA IMPORTÂNCIA ECONOMICA E NUTRICIONAL DA FRUTA
O seminário abordou temas como manejo dos pomares, práticas de cultivo e aplicações culinárias da noz-pecã. O ingrediente também ganhou destaque no Espaço Cozinha Show, no Pavilhão da Agricultura Familiar da 48ª Expointer, onde diversas receitas foram apresentadas — entre elas, o bolo comemorativo dos 70 anos da Ascar, celebrado em junho.
As nutricionistas e extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar Leila Ghizzoni e Adriana Conzatti destacaram, no painel “Agregação de valor e diversidade de aplicação da noz-pecã na culinária”, os benefícios do consumo da fruta, rica em proteínas, vitaminas do complexo B e propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Também ressaltaram sua contribuição para a saúde cardiovascular.
Durante o evento, a pesquisadora Larissa Bueno Ambrosini, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, apresentou os resultados do estudo “Diagnóstico da pecanicultura no Rio Grande do Sul: colheita, pós-colheita e comercialização”, que revelou o forte protagonismo da agricultura familiar no setor — 69% da mão de obra é familiar, com produção concentrada em propriedades de até 50 hectares. A pesquisa foi idealizada por Paulo Lipp João, coordenador do Programa Pró-Pecã, e executada pela Emater/RS-Ascar, sob coordenação do extensionista Antônio Borba.
Para o produtor Edson Ortiz, proprietário da Divinut Indústria de Nozes Ltda, o seminário foi fundamental para disseminar conhecimento técnico sobre as diferentes espécies, práticas de manejo e conservação da nóz-pecã, além de valorizar o envolvimento das famílias rurais em toda a cadeia.
CAPACITAÇÃO
Como continuidade das ações de fortalecimento da cultura, a Emater/RS-Ascar realizará, nos dias 18 e 19 de novembro, o segundo módulo do treinamento voltado à capacitação de extensionistas da Instituição, no município de Anta Gorda. A primeira etapa ocorreu em julho. Segundo o engenheiro florestal Antônio Borba, o objetivo é preparar 68 técnicos ainda este ano para orientar os produtores desde o preparo do solo até a colheita, com foco no aumento da produtividade e da rentabilidade.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar













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