Getúlio Vargas 90 Anos – Crônica de José Alberto Balbinot
Centenário - Por José Alberto Balbinot. (Essa e muitas outras crônicas foram postadas nas redes sociais e serão reunidas em livro.)
Nesta data, 08 de outubro de 1.920, há cem anos, precisamente na esquina da Av. Borges de Medeiros com a hoje Rua Albino Fernando Holzbach, na casa em que por muitos anos residiu dona Hilda Lehmann, nascia o sexto filho do casal Antonio Balbinot e Terezina Carrera.
O batizaram Antonio Dino, loiro cabelos cacheados, olhos esverdeados, logo se fez piá, acompanhado de seus irmãos mais velhos Armando e Arlindo teve uma infância feliz. Na sua juventude, entre sua irreverência e inquietude, depois de vários namoros e noivados, encontrou a Tereza Ponzi que lhe presenteou com seis filhos, cinco meninos e uma menina.
Esse homem, com apoio irrestrito dela, tornou-se parte da sociedade e junto com seus inúmeros amigos foi co-fundador de clubes sociais e de serviço entre outras entidades benemerentes que auxiliaram a alavancar o desenvolvimento do ainda incipiente e recém formado município. Encontrava espaço, apesar da seriedade, honradez e honestidade com que levava seus negócios, para sempre se reunir com amigos, que os julgava imprescindíveis, na sensibilidade de músico, ou na rudeza das pescarias e churrascos.
Soube criar os filhos com uma educação voltada ao respeito mútuo e a troca de ideias. Viveu e batalhou para ter uma cidade sempre melhor. Foi um pai carinhoso e amoroso apesar da rígida criação que recebera. Subitamente, por essas coisas que a vida nos reserva, numa mesma primavera, e exatamente nesta mesma data em 08 de outubro de 1.973, no Hospital São Roque, a menos de duzentos metros de onde nascera, nem bem amanhecia, partiu nos deixando apenas com suas melhores lembranças.
Hoje, como sempre, carregamos o orgulho e a satisfação de tê-lo tido como pai e nos resta apenas agradecer a Deus pela sua lição de bondade, espírito de sociedade e humanidade. Parabéns pai. Obrigado Senhor.













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