Pesquisadoras de Erechim apresentam trabalhos em evento internacional na Unoesc de Joaçaba (SC)
Thaís Janaína Wenczenovicz e Fernanda Schons integraram a programação científica do encontro, contribuindo com reflexões sobre cidadania, formação docente e inclusão
Entre os dias 15 e 17 de junho, a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), em Joaçaba (SC), sediou o IX Colóquio Internacional de Educação e o IV Seminário Nacional de Formação Docente e Práticas de Ensino, que tiveram como tema central “Justiça Social e Educabilidade na Contemporaneidade”. O evento reuniu pesquisadores, docentes, estudantes de graduação e pós-graduação, gestores educacionais e profissionais da educação de diferentes regiões do Brasil e do exterior para refletir sobre os desafios da educação em um cenário marcado por profundas transformações sociais, econômicas, políticas e culturais.
A programação contemplou conferências, mesas temáticas, painéis, apresentações de trabalhos científicos, mostra de práticas de ensino e lançamento de livros. Ao longo dos três dias de atividades, os participantes debateram questões relacionadas à educação pública, formação de professores, avaliação educacional, diversidade, juventudes, infâncias e os desafios impostos pelas desigualdades sociais à garantia do direito à educação.
As discussões desenvolvidas ao longo do evento contaram com a contribuição de pesquisadores de diferentes instituições nacionais e internacionais. Entre eles, a professora Thaís Janaína Wenczenovicz, Catedrática na Universidade de Salamanca e docente em programas de pós-graduação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) em Erechim, que coordenou uma das mesas temáticas do evento. Para a pesquisadora, discutir justiça social implica compreender a educação como espaço de enfrentamento das diferentes formas de desigualdade presentes na sociedade. Thaís pontua que “pensar a Educação voltada à Justiça Social significa situá-la na dimensão da interculturalidade. Esse movimento demanda entender que os processos educativos são, também, indissociáveis dos marcadores sociais de poder e dominação: raça, classe, gênero e trabalho”.
As apresentações de trabalhos científicos igualmente contribuíram para aprofundar as reflexões propostas pelo evento. Nesse contexto, a Mestra em Ciências Humanas pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) de Erechim, Fernanda Schons, apresentou pesquisas que propõem diálogos acerca das possibilidades da Educação Ambiental e da Educação Financeira voltadas à Justiça Social, especialmente diante do quadro contemporâneo no campo educacional. Segundo a pesquisadora, “uma Educação voltada à Justiça Social tem o compromisso de afirmar a ação educacional como dimensão constitutiva da cidadania, propondo possibilidades de transformar as relações sociais. Os debates suscitados pelo evento ratificaram essa compreensão e, assim, me inspiram para a continuidade das investigações que tenho conduzido”.
Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), o encontro consolidou-se como um importante espaço de socialização de pesquisas, intercâmbio acadêmico e debate sobre temas relacionados a aspectos como formação docente, políticas educacionais, currículo, avaliação, inclusão e justiça social. A iniciativa contou com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da Unoesc, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Passo Fundo (PPGEdu/UPF), do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Fronteira Sul (PPGE/UFFS), da Prefeitura Municipal de Joaçaba e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A diversidade de temas, instituições e pesquisadores presentes reforçou o caráter internacional e interdisciplinar do Colóquio e do Seminário, consolidando-os como espaços de produção e circulação de conhecimentos comprometidos com a defesa da educação pública, democrática e socialmente referenciada. Os debates desenvolvidos durante o evento evidenciaram que a promoção da justiça social passa, necessariamente, pelo fortalecimento de práticas educativas capazes de enfrentar desigualdades históricas, ampliar oportunidades e contribuir para a formação de sujeitos críticos, participativos e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa.
ASSESSORIA DE IMPRENSA













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