Sindicato Rural de Getúlio Vargas - Com mudanças estatutárias, atual diretoria encerra a gestão no final do ano
O presidente Luiz Carlos da Silva faz um balanço do trabalho realizado em 2025 e prospecta 2026
O Sindicato Rural de Getúlio Vargas encerrou o ano de 2025 com uma assembleia geral para alterações estatutárias, “necessárias”, segundo seu presidente. Luiz Carlos da Silva comenta que era preciso uma adequação ao Código Civil e que isso irá possibilitar captar recursos para investimentos no Parque Cinquentenário.
“As datas de vigência dos mandatos das diretorias estavam conflitantes. As diretorias, ao assumirem, tinham mandato cuja data iniciava em 28 de janeiro do ano subsequente às eleições e encerrava três anos após, no dia 28 de janeiro. A diretoria que estava encerrando a gestão, também tinha responsabilidade administrativa até este dia. Então, na data de 28 de janeiro havia duas diretorias responsáveis pelo Sindicato Rural”, explica. “Com esta alteração, a diretoria que assume inicia o mandato no dia 1º de janeiro e encerra no dia 31 de dezembro, facilitando a prestação de contas.”
A gestão é de três anos, podendo haver reeleição para mais um mandato de três anos. Com a alteração estatutária, a atual diretoria permanecerá na gestão até 31 de dezembro deste ano. Esta foi a principal alteração estatutária.
Balanço de 2025
“O nosso setor tem passado momentos de dificuldade. Nos últimos anos tivemos várias frustrações de safras, custos altos, com investimentos realizados quando o preço das commodities estavam muito bons.
Desta forma, sem produção com preços baixos e custos elevados, a dificuldade se estabeleceu e pioraram na medida que as políticas públicas para o setor não atendiam as necessidades. Pedimos um alongamento das dívidas, com mais prazo, e não fomos atendidos. Fizemos protestos em todo o Estado, inclusive com viagens a Brasília e audiências virtuais. Participamos de algumas delas com o ministro da Agricultura e Banco Central. Só ouvimos promessas. Vieram algumas medidas paliativas que não atendem a demanda do setor. Todas as atividades econômicas da nossa região estão sofrendo com a falta de sensibilidade às nossas solicitações.
Tivemos um ano de 2025 envolvido nestas questões principalmente. Mas também tivemos outras inúmeras ações, como exemplo a audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa referente às demarcações de áreas indígenas através da Comissão parlamentar coordenada pelo deputado Paparico.
Várias foram as realizações em 2025. Realizamos mais de 125 eventos entre cursos de qualificação através do Senar; palestras; programas de Alimentação Saudável e Mulheres no Campo; II Encontro das Mulheres do Agro, conduzido e organizado pela Comissão do Sindicato; ações relacionadas à saúde no campo e segurança do trabalho; programa Vozes do Campo, que tem como finalidade a comunicação política para o setor; encontro com os prefeitos e secretárias de Educação sobre o programa De Olho no Material Escolar. Tivemos os XII Fórum Norte Gaúcho do Trigo/Milho e Soja, evento que está passando as fronteiras da nossa região e Estado.
Podemos dizer que foi um ano de muito trabalho, onde a diretoria do Sindicato Rural procura sempre fazer o melhor para mostrar a importância da nossa agropecuária para o desenvolvimento da nossa região, Estado e país.”
Planejamento para 2026
“Seguimos as mesmas ações para fortalecer o segmento. Será um ano desafiador e portanto teremos que ser resilientes. Através da nossa federação, a Farsul, buscaremos soluções aos problemas que impactam a nossa atividade. Estamos com a diretoria da casa com um novo presidente, o Sr. Domingos Velho Lopes, que já foi secretário da Agricultura e tem profundo conhecimento sobre os gargalos do setor. Estaremos juntos, pois fazemos parte da diretoria da Farsul.”
Para concluir
“Temos um desafio, que é mostrar a todos que a nossa atividade, sob aspecto ambiental, contribui muito para termos uma qualidade de vida adequada. Através do plantio direto, conservando as florestas já identificadas no CAR, assim como as matas ciliares e as APP’s, e outros. Somos o maior produtor de alimentos de qualidade do mundo. Isto é fato.”













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