A FOLHA RURAL - Suinocultura - Seapi apresenta biosseguridade em granjas de suínos / Extensão Rural celebra atuação no desenvolvimento e na melhoria da qualidade de vida
Suinocultura - Seapi apresenta biosseguridade em granjas de suínos
Evento reuniu 350 produtores na última sexta-feira, 29 de novembro, em Erechim.
O panorama da suinocultura no RS e as diretrizes mínimas de biosseguridade em granjas de suínos no Estado, estipuladas pela Instrução Normativa 10/2023, foram apresentados para 350 produtores em Erechim, na última sexta-feira (29). O evento foi realizado pela Supervisão Regional de Passo Fundo, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a pedido da Cooperativa Central Aurora Alimentos.
“Fizemos a mesma apresentação em Concórdia, Santa Catarina, em julho deste ano, para técnicos da Copérdia, filiados à Aurora. A empresa nos solicitou que fizéssemos também em Erechim, mas desta vez voltado aos produtores”, explicou a supervisora regional de Passo Fundo, Michele Tainá Derks Maroso.
A supervisora apresentou dados da suinocultura no Estado e região, enquanto a fiscal estadual agropecuária Lucimar Martins abordou especificamente a Instrução Normativa 10/2023, que estabelece diretrizes mínimas de biosseguridade nas granjas de suínos para fins comerciais. O primeiro prazo de cumprimento dos itens da legislação encerrava em maio de 2024, mas foi prorrogado até 31 de março de 2025, por causa da situação de calamidade enfrentada pelo Estado durante as enchentes de abril e maio.
O supervisor técnico de suinocultura da Aurora no RS, médico veterinário Fabrício Haubert, acompanhou a apresentação junto com o vice-presidente da empresa, Marcos Antônio Zordan.
Extensão Rural celebra atuação no desenvolvimento e na melhoria da qualidade de vida
O dia 06 de dezembro é uma data especial, pois é quando o Brasil celebra o início da atuação de profissionais sensibilizados e comprometidos com a melhoria da qualidade de vida no meio rural.
Seja produzindo ou qualificando sua permanência na terra, os agricultores e pecuaristas familiares, bem como pescadores, assentados e as comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, têm na Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) um serviço gratuito e continuado de educação não formal, de amparo e apoio para acreditar e investir em seus sonhos e projetos.
A data foi escolhida para ser o Dia Nacional da Extensão Rural porque em 1948 foi criada a primeira instituição de extensão rural no Brasil, a Associação de Crédito e Assistência Rural (Acar), hoje Emater/MG. Ao longo das décadas de 1950 e 1960, foram criadas nos estados as associações de crédito e assistência rural (Acar), coordenadas pela Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural (Abcar), instituída em 21/06/1956. As Acar eram entidades civis, sem fins lucrativos, que prestavam serviços de extensão rural e elaboração de projetos técnicos para obtenção de crédito junto aos agentes financeiros.
A inclusão da função de Extensionista Rural no nome da data ocorreu anos depois, em março de 2011, tornando-se então Dia Nacional da Extensão Rural e do Extensionista Rural, valorizando assim esse importante agente de mudanças e ações que buscam garantir o bem-estar social, a geração de emprego e renda no campo e o desenvolvimento rural de forma sustentável. Hoje, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária (Asbraer), existem 5.096 unidades no Brasil, que atendem cerca de 2 milhões de propriedades rurais.
No Rio Grande do Sul, a Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Ascar), foi criada em 02 de junho de 1955. Desde 1977, a Emater/RS atua em conjunto com a Ascar, tornando-se referência no Brasil na prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters). Presente em 497 municípios gaúchos, a Emater/RS-Ascar conta hoje com 1.745 profissionais de diversas áreas. Em 2023, a Instituição atendeu, sem repetição, 196.979 famílias que vivem no meio rural do RS e, até o último dia 03 de dezembro, 200.614 famílias, também sem repetição. Até o final de 2024, o total de famílias rurais, assistidas de forma gratuita e continuada pela Extensão Rural e Social do Estado, não deve ter alteração expressiva desse número.
Com foco no Social, essas famílias são atendidas pela Extensão Rural para o empoderamento e a autossuficiência/autonomia, valorizando a diversidade cultural e étnica do Estado, ou seja, dos povos e comunidades assistidos pela Emater/RS-Ascar.
Através da formulação e execução de políticas públicas, a Aters prestada pela Emater/RS-Ascar busca orientar os agricultores em sistemas de produção sustentável de baixo impacto ambiental. Isso é ainda mais evidente nos dias atuais, frente às dificuldades que surgem pelas mudanças climáticas e que prenunciam maior dedicação e comprometimento do saber/fazer extensionista. Mais do que profissão, ser extensionista é uma vocação, é um ideal, cuja causa maior é a melhoria da qualidade de vida das famílias e comunidades rurais.
Transformação
“O trabalho do extensionista rural é transformador”, avalia a chefe da Assessoria de Assistência Social da Emater/RS-Ascar, Elisângela Froelich. “A atuação desse agente de desenvolvimento vai além da sua formação, adentra a casa dos agricultores, dos pecuaristas familiares, dos indígenas, dos quilombolas, dos pescadores artesanais e faz uma escuta ativa. Essa acolhida no escritório ou na própria propriedade da família faz toda a diferença no trabalho da Extensão”, diz a extensionista.
As fortes chuvas que ocorreram sobre o Rio Grande do Sul em maio deste ano comprovam que os desafios enfrentados, cada vez mais frequentes e intensos, atingindo os meios urbano e rural. Os extensionistas da Emater/RS-Ascar se dedicam com empatia e resiliência a socorrer e acolher de forma rápida e altruísta na guarida das famílias atingidas, garantindo com criatividade e rapidez o abastecimento, tanto das pessoas que sofriam pelos alagamentos, como pelas que auxiliavam no resgate e agora na reconstrução, e dos consumidores em geral.
Isso comprova que a Emater/RS-Ascar trabalha com as políticas agrícola e de assistência social. “Enquanto a política agrícola tem o olhar sobre os sistemas produtivos e como garantir renda para o agricultor se manter no campo, a de assistência social faz essa acolhida, essa escuta ativa, na perspectiva da defesa e garantia de direitos e na manutenção de seu modo de vida”, analisa Elisângela. Nesse sentido, a Emater/RS-Ascar trabalha com os programas socioassistenciais Semeando no Suas (Sistema Único de Assistência Social), com ações de formação e capacitação dos agricultores para se manterem no espaço rural; e o Famílias e Suas Ruralidades, onde a Instituição atua nos diferentes espaços e ruralidades típicas das diversas regiões do Estado.
Adaptações e transformações
“Neste Dia Nacional da Extensão Rural e Dia do Extensionista Rural, quero registrar o meu agradecimento e parabenizar a todos por esse lindo trabalho, levando para os agricultores, para as famílias do meio rural, informações, a orientação para a geração de renda, a qualidade de vida e a sustentabilidade. Nós, da Emater do Rio Grande do Sul, estamos muito felizes com todo esse contexto e esse cenário de desenvolvimento que temos com várias entidades, junto com o Governo do Estado, através das secretarias da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, podendo levar a orientação e a qualificação aos nossos agricultores, fruto do empenho e da dedicação de cada um dos nossos extensionistas, que atuam com muita firmeza e muito conhecimento em prol da agricultura gaúcha”, é a mensagem do presidente da Emater/RS, Luciano Schwerz.
Para o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, “a Emater/RS-Ascar, prestes a completar 70 anos, se adapta e procura capacitar seus extensionistas a trabalhar diferentes formas de levar a informação e as técnicas agropecuárias e sociais aos diferentes territórios do Rio Grande do Sul e para todos os públicos que assessoramos, que são mais de 200 mil famílias”, avalia. “Há um tempo que a mitigação dos efeitos climáticos, o cuidado com o meio ambiente, o desenvolvimento socioeconômico das famílias e dos públicos assessorados, ele se torna cada vez mais preeminente”, avalia o diretor técnico, ao ressaltar que a data celebra a atuação de uma categoria de profissionais que trabalha com os agricultores e todos os demais públicos assessorados pela Aters do Rio Grande do Sul e de todos os estados da federação onde há entidades e órgãos de Ater.
Ao parabenizar a todos os extensionistas, “em especial os que há quase 70 anos constroem a nossa Emater/RS-Ascar”, o diretor administrativo, Alexandre Durans, ressalta a transformação que a Extensão Rural e Social gera na vida dos agricultores familiares e demais públicos da Instituição. “Nessa oportunidade quero afirmar que a gente tem se desafiado para colocar a Emater em outro patamar, conectada às inovações tecnológicas e às transformações que o mundo e a gestão passam. E assim tem sido o desafio da Diretoria Administrativa”, finaliza.
Foto: Ascar foto arquivo - Visitas Santa Cruz do Sul em 1972 - Divulgação Emater/RS-Ascar













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