MAIS NOTAS DE UM VELHO SAFADO, por Charles Bukowski 

MAIS NOTAS DE UM VELHO SAFADO, por Charles Bukowski 

Depois de anos trabalhando na obscuridade, Charles Bukowski (1920-1994) alcançou a fama repentinamente em 1967, com uma coluna de jornal chamada “Notas de um velho safado” – da qual uma coletânea foi lançada dois anos depois. Ele continuou escrevendo a coluna até meados da década de 1980.
Mais notas de um velho safado, até hoje inédito no Brasil, reúne joias dos vinte anos dessa colaboração. Extraídas de publicações underground efêmeras, estes textos e ensaios curtos são uma valiosa adição à obra de Bukowski. Repleto de suas obsessões habituais – sexo, bebida, jogos de azar, críticas irônicas ao estilo de vida americano –, este livro apresenta as percepções peculiares de Bukowski sobre política e literatura, seus relacionamentos conturbados com mulheres e suas incursões pelo circuito de recitais de poesia.
Com seleção e posfácio do especialista David Stephen Calonne, o livro às vezes parece uma maldisfarçada autobiografia, às vezes apresenta contos puramente ficcionais tendo como protagonistas personagens suburbanos disfuncionais e em desgraça. Traz também uma longa e hilária aventura entre cineastas franceses, baseada em sua experiência durante a produção do filme Barfly. Desde seus dias como funcionário dos correios até a fama literária, Mais notas acompanha toda a trajetória da carreira multifacetada do velho Buk.

Os Editores da LPM

Charles Bukowski

 

Nasceu em Andernach, na Alemanha, a 16 de agosto de 1920, filho de um soldado americano e de uma jovem alemã. Aos três anos de idade, foi levado aos Estados Unidos pelos pais. Criou-se em meio à pobreza de Los Angeles, cidade onde morou por cinqüenta anos, escrevendo e embriagando-se. Publicou seu primeiro conto em 1944, aos 24 anos de idade. Só aos 35 anos é que começou a publicar poesias. Foi internado diversas vezes com crises de hemorragia e outras disfunções geradas pelo abuso do álcool e do cigarro. Durante a vida, ganhou certa notoriedade com contos publicados pelos jornais alternativos Open City e Nola Express, mas precisou buscar outros meios de sustento: trabalhou 14 anos nos Correios. Casou, se separou e teve uma filha. É considerado o último escritor “maldito” da literatura norte-americana, uma espécie de autor beat honorário, embora nunca tenha se associado com outros representantes beat, como Jack Kerouac e Allen Ginsberg.


 

Sua literatura é de caráter extremamente autobiográfico, e nela abundam temas e personagens marginais, como prostitutas, sexo, alcoolismo, ressacas, corridas de cavalos, pessoas miseráveis e experiências escatoló­gicas. De estilo extremamente livre e imediatista, na obra de Bukowski não transparecem demasiadas preocupações estruturais. Dotado de um senso de humor ferino, auto-irônico e cáustico, ele foi comparado a Henry Miller, Louis-Ferdinand Céline e Ernest Hemingway.

 

Fonte: LPM