Clínica de reabilitação é interditada em Estação e Polícia Civil prende três pessoas.

Clínica de reabilitação é interditada em Estação e Polícia Civil prende três pessoas.
Os presos foram conduzidos para a DP de Getúlio Vargas. Foto: AFR
Clínica de reabilitação é interditada em Estação e Polícia Civil prende três pessoas.
Clínica de reabilitação é interditada em Estação e Polícia Civil prende três pessoas.

 

 Polícia investiga violência contra dependentes químicos e morte de interno.

 

 

         As sirenes das viaturas da Polícia Civil e da Brigada Militar foram ouvidas na manhã desta sexta-feira (13) na cidade de Estação. O comboio seguiu pela rodovia em direção a Comunidade de Navegantes, interior do município, para desarticular um possível esquema de torturas praticadas na Clínica Reviver.

         No local as autoridades policiais anunciaram a prisão preventiva dos três responsáveis pelo estabelecimento de reabilitação de dependentes químicos: a diretora, seu companheiro e monitor, e o outro monitor. O estabelecimento foi interditado. 

         A morte de um paciente levou a abertura de um inquérito policial. Informações que a vítima era agredida sistematicamente foi um dos elementos levantados nas investigações. De igual modo práticas violentas recorrentes contra os internos, informação forrnecidas as autoridades por dois pacientes que fugiram do local. 

         A operação cumpriu mandados de busca e apreensão no local e também em endereços dos investigados. Além da equipe da Delegacia de Polícia Civil de Getúlio Vargas, colegas de outras cidades da região participaram. A Brigada Militar apoiou a ação. O Alvará de funcionamento estava vencido. 

         Profissionais da Vigilância Sanitária, Cras e Assistência Social do Município, deram o suporte aos internos após a interdição.As família dos internos foram ou estão sendo informadas. 

         Os três detidos foram encaminhados a DP de Getúlio Vargas aonde prestaram depoímento. Após foram recolhidos ao Presídio Estadual de Getúlio Vargas aonde permanecem a disposição do Poder Judiciário. Um ônibus conduziu os internos para os depoimentos na DP. De acordo com o titular da Delegacia de Polícia, eles confirmaram a prática de violôncia física e tortura. Dentre os 31 internos não havia menores de idade. 

A Polícia Civil segue com as investigações e não descarta outros possíveis envolvidos.

 

Informação atualizada as 16 horas.