Turismo rural se consolida como alternativa de renda e fortalecimento das propriedades no RS

Turismo rural se consolida como alternativa de renda e fortalecimento das propriedades no RS
Casa do Cogumelo
Turismo rural se consolida como alternativa de renda e fortalecimento das propriedades no RS
Turismo rural se consolida como alternativa de renda e fortalecimento das propriedades no RS
Turismo rural se consolida como alternativa de renda e fortalecimento das propriedades no RS

 

Há quatro anos, Joel Bolzan decidiu transformar um sonho em negócio. Produtor de uvas e com duas décadas de experiência no cultivo de cogumelos, ele construiu um restaurante na propriedade da família, em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. O empreendimento cresceu junto com as variedades de shimeji e shitake cultivadas em meio aos vinhedos, e hoje a Casa do Cogumelo reúne restaurante, agroindústria e espaço para eventos.

A trajetória de Joel reflete um movimento cada vez mais presente no interior do Rio Grande do Sul, com produtores rurais apostando na diversificação para ampliar a renda e fortalecer as propriedades. Impulsionado pela tradição agrícola e pecuária, o estado se consolidou como uma das principais referências nacionais em turismo rural. O diferencial gaúcho está na diversidade de produtos e experiências oferecidas, principalmente por pequenas propriedades familiares com forte influência da colonização europeia, aliada à valorização da cultura local e das paisagens naturais.

Entre os principais destinos do segmento estão a Região da Uva e do Vinho, na Serra Gaúcha; a Campanha Gaúcha; a Região Alto da Serra do Botucaraí; a Costa Doce; além do Vale do Taquari, com roteiros como Caminhos dos Moinhos, Caminhos da Forqueta, Vale Encantado, Rota da Erva-Mate, Rota Germânica e Caminho da Imigração.

Para Joel Bolzan, a produção de cogumelos surgiu inicialmente como uma alternativa para reduzir a dependência da safra da uva. “Cansei de reclamar a cada safra ruim e continuar fazendo o mesmo. Diversificamos nossa produção com os cogumelos, que se adaptaram bem à região e podem ser cultivados em uma área pequena”, relata.

O passo seguinte foi agregar valor à produção com a criação de um bistrô especializado em pratos à base de cogumelos. “Depois conseguimos financiamento para instalar tendas fixas e passamos a contar também com um espaço para eventos. Por fim, abrimos uma agroindústria para fabricar caponatas de cogumelo e aproveitar o excedente da produção”, lembra o produtor.

Para impulsionar iniciativas desse tipo, produtores rurais têm recorrido a linhas específicas de financiamento voltadas ao turismo rural. No Sicoob, por exemplo, os produtores podem acessar recursos do Plano Safra destinados à estruturação de serviços nas propriedades, como hospedagem, alimentação e infraestrutura de lazer.

O coordenador estratégico de Negócios Agro do Sicoob SC/RS, Felipe Amorim, explica que as linhas atendem produtores de diferentes portes, conforme o perfil de cada empreendimento. “No Sicoob, sempre sugerimos aos produtores a diversificação das atividades dentro da propriedade rural para reduzir a dependência de apenas uma fonte de renda. O interessante é unir a produção agropecuária, a manufatura artesanal — como fabricação de queijos, doces, geleias, licores e vinhos — e a comercialização diferenciada desses produtos, oferecendo visitas guiadas, cafeterias rurais, restaurantes de comida típica, degustações e lojas de souvenirs. Assim, cria-se um ciclo completo e sustentável”, destaca.

Segundo Felipe Amorim, o turismo rural deve ganhar ainda mais impulso no segundo semestre deste ano com o lançamento do novo Plano Safra. “Em julho teremos novas linhas, novas condições e vamos trabalhar com um foco ainda maior no turismo rural”, antecipa.

 

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Natália Viana
Assessoria de Imprensa