Escritores integrantes da Academia Erechinense de Letras lançam suas obras na Feira

Escritores integrantes da Academia Erechinense de Letras lançam suas obras na Feira
Foto Divulgação
Escritores integrantes da Academia Erechinense de Letras lançam suas obras na Feira
Escritores integrantes da Academia Erechinense de Letras lançam suas obras na Feira
Escritores integrantes da Academia Erechinense de Letras lançam suas obras na Feira
Escritores integrantes da Academia Erechinense de Letras lançam suas obras na Feira

Enfrentando o desafio do mercado editorial, seis acadêmicos da AEL lançam durante os dez dias da 27ª Feira do Livro, suas obras literárias

Num mercado competitivo onde os grandes selos visam o potencial de venda imediato, escrever e publicar livros é um desafio.  “Vivemos um inverno gélido nas duas últimas décadas culturais, com as redes sociais e linhas editoriais periféricas ocupando o espaço vital. Diversidade a qualquer preço ou custo”, salienta o patrono da 27ª Feira do Livro Alcides Stumpf. Ele faz ainda referência ao momento histórico preocupante, em que se observa uma geração com involução nos índices de QI e no avanço tecnológico com a comunicação de massa, que “carrega imenso poder criativo, mas ao mesmo tempo destrutivo”, situações que considera imprescindíveis entender e enfrentar.

A escritora Joemir Camargo Rosset – autora de 20 livros infantis publicados e três romances- é um exemplo da luta que os autores precisam travar para que seus livros cheguem às mãos do leitor. Publicando por conta própria, sem o apoio de uma editora, ela usa o pequeno lucro de um livro para custear a impressão do próximo. Ela também optou pela impressão em escala maior para baratear o custo e por isso cada obra lançada leva até 3 anos para ser totalmente comercializada e gerar o suficiente. “Meus livros são vendidos por puro amor ou amizade”, conta a autora.

O processo completo para finalizar uma obra, desde a diagramação, editoração e até a publicação e divulgação, tem um custo alto e sem o know-how de uma editora profissional. O jornalista José Adelar Ody pela primeira vez publica sua obra de forma totalmente independente. Contando com o auxílio de familiares e amigos, ele conseguiu realizar o sonho de eternizar em um livro, 23 crônicas selecionadas entre as centenas que já publicou em jornais. “Neste processo familiares se transformam em revisores, amigos em editores e colegas se transformam em difusores”, conta o jornalista, que optou pela impressão por demanda, iniciando com número menor de obras impressas para testar o mercado.

A Autora de livros infantis e poetisa Gaby Mársico também optou pela produção independente, colocando como prioridade a intenção de transmitir uma mensagem através de sua obra. “Eu não penso em lucro, meu objetivo com a obra é despertar nas crianças o amor e respeito pelo meio ambiente”, conta Gaby Mársico.

Sem o apoio direto da editora, alguns autores optam pela busca de patrocínio. O jornalista Rodrigo Finardi conseguiu o apoio da editora Edelbra, que durante muitos anos apoiou incondicionalmente diversos autores locais em suas publicações. O jornalista Salus Loch, também contou com o apoio do Grupo Ispo, e publicou sob o selo da Scriptum.  Ter sua obra linkada a uma editora de renome pode catapultar a divulgação e consequentemente as vendas. Alcides Stumpf, que publicou “O Sapateiro de Bruxelas” sob o selo da Salinas, teve este ano sua obra inclusa no Catálogo do MEC.

Na produção independente os acadêmicos também estão podendo contar com o apoio do selo da AEL. “No momento a Academia não tem condições para ajudar financeiramente, mas apoiamos e incentivamos as produções culturais, na busca por expandir a produção cultural, criar o hábito de leitura e conquistar novos leitores”, conta a presidente da AEL Zeni Bearzi.

Acadêmicos e suas obras

Ignorando as dificuldades, neste ano seis acadêmicos da AEL estarão na praça mostrando suas publicações, juntamente com outros autores locais. Os lançamentos oficiais com sessão de autógrafo e palestras estão marcados para os dias 5 a 7 de maio no Painel e no Espaço Quintana, na Praça do Livro.

O Sapateiro de Bruxelas, por Alcides Mandelli Stumpf – Crônicas que cruzam cafés e memórias, com narrativas que tecem o cotidiano com fios de ironia, emoção e história. A crônica que dá nome ao livro, trata da jornada de um artesão belga no Brasil e é seguida por uma seleção de outras histórias que sugerem, nas entrelinhas, que a existência é longa e prazerosa o suficiente, desde que sejam feitas as escolhas certas.

O Reino de Pã, por Gaby Salete Garbin Mársico – Ficção infantil ambientada em uma floresta, onde Pã luta para preservar a fauna, a flora e a vida humana, enfrentando o Ogro responsável por desmatamentos das florestas.

Eu sou Mártin, por Joemir Maria Camargo Rosset – Ficção infantil que retrata a importância da família na criação e formação dos filhos. O personagem – seu nome, cor da pele e vestimentas – retratam o amor pelos ancestrais e a herança de valores passados de pai para filho.

Crônicas de um Frentista de Erechim, por José Adelar Ody – Coletânea de crônicas confessionais e bem humoradas, passando por temas como futebol, política, cotidiano e acontecimentos locais e globais A obra é um encontro íntimo com a memória do autor, que se confunde com a própria história de Erechim.

O menino que abraçou o mundo: A trajetória de Pedro Baidek, por Rodrigo Finardi – Biografia que retrata a trajetória de Pedro Henrique Baidek, um jovem com síndrome de Down, marcada por seus sonhos, iniciativas e realizações. Mostra como ele encontrou no Judô um caminho de disciplina e superação, construindo uma carreira marcada por medalhas nacionais e internacionais que o levaram ao título de Campeão Mundial. A obra é um convite à reflexão sobre inclusão, educação e poder transformador do amor familiar.

Pitzi, A testemunha de pano, por Salus Loch – Romance biográfico que conta a história de Hannah Chevalier, sobrevivente do holocausto judeu, que teve os pais fuzilados pelos nazistas e sobreviveu amarrada às costas da mãe. A história é contada pelo ponto de vista da boneca Pitzi, que acompanhou a trajetória da personagem principal vivendo como órfã após os horrores da Guerra, lutando para sobreviver e curar suas feridas mais profundas.

 

Por Marielise Ferreira (AEL)