Pesquisa da URI aponta que letramento em saúde melhora qualidade de vida no câncer de mama

Pesquisa da URI aponta que letramento em saúde melhora qualidade de vida no câncer de mama
Orientadora Fernanda Dal’Maso Camera e Arnaldo Nogaro, que fez parte da banca examinadora, com a mestranda Milena Sonda

A mestranda Milena Paula Sonda, orientada pela Dra. Fernanda Dal’Maso Camera e coorientada pela Dra. Adriane Kolankiewicz, do PPGAIS, defendeu no dia 9 de outubro, sua dissertação intitulada "Associação entre o Letramento em Saúde e Qualidade de Vida de mulheres com câncer de mama em tratamento antineoplásico", na UNIMED Erechim.

A banca examinadora teve os professores Olga Maria Valentim, da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; Gil Facina, da UNIFESP, de forma online, e Arnaldo Nogaro, presencialmente.  

O letramento em saúde é a capacidade de encontrar, compreender, avaliar e utilizar informações e serviços de saúde para tomar decisões conscientes sobre o próprio cuidado e bem-estar. O estudo avaliou o letramento em saúde e a qualidade de vida dessas mulheres. 

Os resultados mostraram pontos positivos como a compreensão e o apoio recebidos dos profissionais de saúde, o suporte social e a capacidade de interagir ativamente com a equipe que a acompanha. O cuidado ativo da própria saúde e a avaliação crítica das informações foram pontos negativos encontrados, demonstrando que muitas mulheres têm dificuldade em decidir o que fazer com as informações que recebem. 

A maioria das mulheres relatou boa qualidade de vida, mas com domínio social e cognitivo prejudicados, o que pode ser explicado pela redução da convivência social e familiar durante o tratamento e pela dificuldade de concentração e de tomar decisões.  

Mulheres com níveis mais altos de letramento em saúde apresentam melhores resultados nos aspectos emocional e cognitivo da qualidade de vida e na imagem corporal, além de menor intensidade de sintomas como náusea, fadiga e dor. 

Para os pesquisadores, os dados reforçam a necessidade de estratégias educativas contínuas ao longo do tratamento, com comunicação em linguagem clara. Segundo a professora Fernanda, “trata-se de estudo inédito, pois o letramento em saúde não havia sido associado a questionários de qualidade de vida em mulheres com câncer de mama”.

 

ASCOM URI