Saúde de Getúlio Vargas amplia exames e avança na redução das filas de atendimento
Com novos recursos, Município aumentou a oferta de procedimentos, reduziu
demandas reprimidas e ampliou atendimentos em psicologia e fisioterapia
A Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social de Getúlio Vargas vem ampliando a oferta de exames, consultas e atendimentos especializados com o objetivo de reduzir demandas reprimidas e garantir maior agilidade no acesso da população aos serviços. Entre os principais avanços estão o aumento do número de colonoscopias e endoscopias, a expressiva redução das filas para exames de imagem, a regularização dos exames laboratoriais e a ampliação dos atendimentos em psicologia e fisioterapia.
De acordo com o secretário municipal de Saúde e Assistência Social, Elgido Pasa, os resultados são consequência da busca por recursos e da articulação realizada pelo Município, com participação do prefeito, Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social, lideranças dos partidos – PP, União Brasil, PL, PDT -, Sutraf, Câmara de Vereadores e parlamentares. Depois de um período de limitações financeiras que dificultou o atendimento da demanda acumulada, a Secretaria passou a contar com recursos que possibilitaram ampliar significativamente a capacidade de atendimento. “Conseguimos recursos que estão nos proporcionando atender essa demanda reprimida que tínhamos de exames”, destaca Pasa.
COLONOSCOPIAS E ENDOSCOPIAS TÊM OFERTA TRIPLICADA
Um dos avanços ocorreu na realização de colonoscopias e endoscopias. A oferta mensal, que era de dez procedimentos de cada modalidade, passou para 30 colonoscopias e 30 endoscopias, após negociação com o prestador de referência. No final de junho, havia 296 solicitações de colonoscopia aguardando atendimento. Com os chamamentos realizados em julho e agosto, esse número caiu para 247, mesmo com a entrada de novos pedidos. Na endoscopia, a fila passou de 221 para 182 pacientes. Os casos considerados urgentes recebem prioridade, enquanto os eletivos seguem a ordem da fila.
A Secretaria chama a atenção, porém, para o número de faltas. Em junho, das 30 colonoscopias agendadas, dez pacientes não compareceram. A orientação é para que quem não puder ou não quiser realizar o procedimento informe antecipadamente a Secretaria, permitindo que a vaga seja destinada a outro usuário. “Queremos reduzir e zerar essa fila. Quando um paciente retira o exame e não comparece, aquela vaga poderia ter sido utilizada por outra pessoa que está aguardando”, reforça o secretário.
FILAS DE EXAMES APRESENTAM REDUÇÃO EXPRESSIVA
Os resultados também aparecem em outros procedimentos. A fila para tomografias, que chegou a 308 pacientes, foi reduzida para 80, com perspectiva de ser zerada em setembro. Em outro grupo de exames, a Secretaria trabalha com a expectativa de concluir as demandas acumuladas entre agosto e setembro. Já nas ultrassonografias de membros inferiores e superiores, a redução foi ainda mais significativa: dos 367 pacientes que aguardavam atendimento, restavam 11 no levantamento apresentado pela Secretaria.
Segundo Pasa, a intenção é chegar a uma situação em que a demanda corrente possa ser absorvida sem a formação de novas filas prolongadas. “Se não fossem esses valores, não teríamos como atender a essa demanda”, afirma.
EXAMES LABORATORIAIS DEIXAM DE ACUMULAR DEMANDA
Outra mudança considerada importante ocorreu nos exames laboratoriais. Durante aproximadamente 15 meses, a cota disponível costumava se esgotar nos primeiros dias de cada mês, fazendo com que solicitações posteriores fossem transferidas para o mês seguinte.
Nos últimos dois meses, conforme a Secretaria, a situação foi equacionada com a ampliação dos recursos destinados ao serviço. Aos cerca de R$ 55 mil mensais anteriormente disponibilizados foram acrescentados, em média, mais R$ 25 mil por mês.
Com isso, o usuário que passa por consulta e recebe solicitação médica já pode encaminhar o agendamento do exame, sem precisar aguardar a abertura de uma nova cota no mês seguinte. A medida também eliminou as filas que costumavam ocorrer no início de cada mês nas unidades de saúde.
PSICOLOGIA INFANTIL E FISIOTERAPIA RECEBEM REFORÇO
A atenção à saúde mental também está entre as prioridades. Somente em agosto, mais 30 crianças ingressaram no atendimento psicológico. A Secretaria adotou protocolo de seis meses de acompanhamento, ressalvados os casos que necessitem de tratamento diferenciado ou por período maior.
Com a conclusão do ciclo de pacientes que completam seis meses de atendimento, a previsão é chamar, em setembro, aproximadamente 40 a 50 novas crianças. Embora a fila ainda seja considerada elevada, a expectativa é ampliar gradualmente a capacidade de atendimento. A Secretaria também mantém tratativas com instituição de ensino para buscar alternativas destinadas à demanda de psicologia de adultos.
Na fisioterapia domiciliar, outra fila apresentou redução. Dos 48 pacientes que aguardavam atendimento, o número caiu para 28. Também estão sendo discutidas alternativas para ampliar a capacidade de atendimento em fisioterapia.
FALTAS EM CONSULTAS PREOCUPAM SECRETARIA
Apesar da ampliação dos serviços, um dos desafios permanece sendo o não comparecimento às consultas previamente marcadas. Nos atendimentos de ginecologia e pediatria, a média de faltas nos últimos meses chegou a aproximadamente 20%.
A Secretaria reforça que as consultas programadas nas Unidades Básicas de Saúde têm papel importante no acompanhamento e na prevenção. Quando um paciente não comparece sem comunicar previamente, a vaga dificilmente pode ser preenchida em tempo hábil por outra pessoa. “Temos os profissionais e as consultas agendadas. Quando o paciente não comparece, aquela vaga deixa de atender outra pessoa que poderia estar precisando”, observa Pasa.
REGULAÇÃO ESTADUAL E ATUALIZAÇÃO DOS TELEFONES
A Secretaria também esclarece que parte das consultas especializadas depende do sistema de regulação do Estado. Nesses casos, cabe ao Município inserir a solicitação no sistema, enquanto a definição da data e a liberação da consulta são realizadas pela regulação estadual. Por isso, o tempo de espera pode variar conforme a especialidade e a disponibilidade existente.
Há ainda situações em que prestadores disponibilizam vagas com pouca antecedência. Nesses casos, a equipe municipal entra em contato imediatamente com os usuários que aguardam atendimento. Se o paciente não atende ao telefone ou se o número cadastrado estiver desatualizado, a oportunidade pode ser perdida.
Por isso, a orientação é para que qualquer alteração de telefone seja informada à Unidade Básica de Saúde ou à Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social. “O contato é fundamental. Precisamos conseguir falar rapidamente com o paciente para que ele não perca uma consulta ou um atendimento”, salienta o secretário.
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