Câncer de Intestino - Março Azul alerta para conscientização da doença também conhecida como câncer colorretal

Câncer de Intestino - Março Azul alerta para conscientização da doença também conhecida como câncer colorretal

Câncer de Intestino - Março Azul alerta para conscientização da doença também conhecida como câncer colorretal

 

Estimativa aponta que é o segundo mais frequente na população brasileira

 

Março Azul é o mês dedicado nacionalmente à conscientização sobre o câncer de intestino, também denominado câncer colorretal. Abrange tumores que se manifestam no cólon, reto (localizado na parte final do intestino grosso) e ânus. É o segundo mais frequente na população brasileira, tendo apresentado um aumento da frequência na última década, passando de 23 mil em 2010 para 43 mil em 2023, com aumento da incidência em pessoas mais jovens, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Embora o mês de março seja dedicado mais intensamente à conscientização sobre essa doença, os cuidados preventivos devem fazer parte da rotina diária de todas as pessoas. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia ressalta que o câncer de intestino ou colorretal pode ser prevenido e evitado.
Confira as informações e orientações sobre a doença com o médico gastroenterologista Fabiano G. Schirmbeck (foto), coordenador do Serviço de Endoscopia Digestiva do Hospital São Roque, de Getúlio Vargas, e da Clínica de Endoscopia Endolumina, de Passo Fundo.

 

O que é o câncer de intestino?
O câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e do reto. Desenvolvem-se geralmente a partir de pólipo (lesão benigna) que cresce na parede do intestino e pode evoluir para um câncer com o passar do tempo.
Quais são os principais sintomas?
O câncer de cólon e reto em geral não produz sinais ou sintomas nas suas fases iniciais, e quando sintomáticos podem apresentar:
- dor ou desconforto abdominal;
- mudanças no hábito intestinal (diarreia e constipação alternados);
- vontade frequente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta;
- sangramento ao defecar ou sangue nas fezes;
- fraqueza, anemia e perda de peso sem causa aparente.
Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de intestino?
Alimentação rica em gorduras e pobre em fibras; consumo elevado de carne vermelha; tabagismo; álcool; diabetes melitus; obesidade/sedentarismo.
Outros fatores também devem ser levados em conta, como idade acima de 50 anos; parente de primeiro grau com pólipos ou câncer de intestino; mulheres que tiveram câncer de ovário, endométrio ou de mama; doenças inflamatórias intestinais (Retocolite Ulcerati-va e Doença de Crohn); e síndromes genéticas.
Quais os exames utilizados para prevenir o câncer?
Os principais exames para prevenção são a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia.
Quando deve ser feito o rastreamento?
Rastreamento do câncer intestinal é um conjunto de atitudes que permite identificar pólipos ou câncer no intestino de forma precoce (em tempo de curar).
A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) recomenda como o principal exame a realização da colonoscopia a partir dos 50 anos, com uma tendência de realizar aos 45 anos, quando não há casos na família de câncer colorretal e pólipos.
Quando houver histórico familiar, a recomendação geralmente é a partir dos 40 anos de idade.
Quais são os tipos de tratamento?
Quando detectada a doença, na maioria das vezes o tratamento é realizado por meio de cirurgia (por via convencional ou laparoscópica e atualmente a cirurgia robótica) para remoção da parte afetada juntamente com os gânglios linfáticos (linfonodos). Dependendo do grau de desenvolvimento do tumor, podem ser necessárias quimioterapia e radioterapia.
Como fazer prevenção deste tipo de câncer?
É indicado manter um estilo de vida saudável; manter uma dieta rica em fibras com frutas, verduras, legumes e cereais integrais; reduzir a ingestão de gorduras e carne vermelha; fazer exercícios físicos regularmente e combater a obesidade; evitar fumar; e evitar o abuso de bebidas alcóolicas.
Qual a chance de cura?
A probabilidade de cura pode chegar até 95%, quando detectado precocemente. Mas é preciso ressaltar que, ainda, os índices de cura geral não ultrapassam 60%, pois a maioria dos doentes chegam para tratamento em fases mais avançadas.
A atitude adequada é prevenir, portanto recomenda-se consultar o médico especialista aos 50 anos quando não apresentar sintomas. Caso apresente algum sintoma ou fator de risco procurar imediatamente um especialista.