Emater/RS-Ascar adverte sobre riscos de zoonoses após enchentes. Página 09.

Emater/RS-Ascar adverte sobre riscos de zoonoses após enchentes. Página 09.

Emater/RS-Ascar adverte sobre riscos de zoonoses após enchentes

 

As chuvas que atingiram o RS no início de maio, em volumes excepcionais, causaram destruição, perdas humanas e materiais na maioria das cidades e comunidades rurais do Estado. Buscando diminuir os riscos à saúde pública, no campo ou nas cidades, a Emater/RS-Ascar alerta para algumas recomendações e cuidados que devem ser adotados após as cheias para evitar a transmissão de doenças entre humanos e animais.
A médica veterinária Mara Helena Saalfeld, atual presidente da Emater/RS e superintendente geral da Ascar, chama a atenção para uma doença de extrema importância para a saúde pública e para a economia agropecuária, a leptospirose. De acordo com ela, a leptospirose é uma zoonose, doença que é transmitida do homem para o animal e do animal para o homem. “É uma doença que causa grandes prejuízos, que é transmitida por uma bactéria, a leptospira, e essa bactéria tem 250 variedades diferentes. É uma doença que causa prejuízos muito grandes, principalmente na atividade leiteira”, ressalta.
Mara explica que a leptospirose é transmitida pela urina do rato contaminado. “O rato é um portador que não adoece, ele fica transmitindo através da urina e ele não fica doente, não morre. Por que nós estamos alertando para a leptospirose? Porque a leptospira sobrevive na água por quase cinco meses e nós estamos atravessando um período de grandes enchentes, alagamentos, enxurradas. As pessoas estão tendo contato com essa chuva, com essa água que pode estar contaminada. Além das pessoas, os animais estão tendo contato com essas águas e também podem se contaminar. Ela é uma doença tão importante porque a bactéria atravessa a pele intacta, eu não preciso ter uma ferida para que a leptospira entre na minha pele. Ela passa o contágio através do olho, do nariz, da boca, do aparelho genital, através do aparelho reprodutor dos animais. Então é uma doença muito importante e nós temos que evitar ao máximo a presença dela em nossas propriedades”, esclarece Saalfeld.