Fim da linha o crime do bonde, Por Rafael Guimaraens. Dica de leitura da semana.

Fim da linha o crime do bonde, Por  Rafael Guimaraens. Dica de leitura da semana.
268 páginas. 2ª edição - 2023.

Ao fim de uma manhã ensolarada no centro de Porto Alegre, uma impressionante engrenagem de coincidências une os destinos de três personagens.
Guiados pela compulsão e aprisionados em um teatro de olhares e despistes, assédios e esquivas, ciúme e cobiça, encaminham-se para um trágico acerto de contas no fim da linha do bonde circular.
Antes do desfecho inapelável e seus danos colaterais, o leitor é convidado a percorrer a jornada dos personagens até ali, através de episódios ambientados nos bastidores políticos da República Velha, na vida boêmia e cultural do Rio de Janeiro no início do século 20, na belle époque porto-alegrense e nas rudes disputas do interior gaúcho, nos quais uma tênue fronteira separa a degeneração e a dignidade.

"É assustadora a impotência feminina diante aos fatos que lhe são impostos. O livro expõe o grito mudo, feminino e impotente há séculos. Dallila, Eduardo e Carlos: um caminho traçado por décadas até o momento crucial." Clô Barcellos, editora

Rafael Guimaraens

 

Nascido em Porto Alegre (25/05/1956), Carlos Rafael Guimaraens Filho é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Exerceu diversas funções nas assessorias de imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Governo do Estado do RS e Assembleia Legislativa do RS.

É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha - Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.

Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.

É autor de 21 livros, entre os quais os premiados Tea­tro de Arena – palco de resistência (Prêmio Açorianos – Livro do Ano), Tragédia da Rua da Praia (Prêmio O Sul, Nacional e os Livros), 20 relatos insólitos de Porto Alegre (Prêmio Minuano), A enchente de 41, O sargento, o marechal e o faquir, O espião que aprendeu a ler e O incendiário (os quatro últimos, vencedores do Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores). O romance 1935 obteve menção honrosa do Prêmio Açorianos.
• Pelo conjunto da sua obra, recebeu o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre, concedido pela Câmara Municipal.

 

FONTE: LIBRETOS