Os primórdios do atendimento à saúde no Alto Uruguai - Parte 2 / Mensagem do Município de Erebango.
Os primórdios do atendimento à saúde no Alto Uruguai - Parte 2
A falta de assistência médica e hospitalar raramente é apontada nos relatórios anuais elaborados pela Comissão de Terras. Num dos raros registros sobre a saúde, Severiano de Almeida, chefe do escritório da Comissão de Terras, relata ao governo estadual sobre a chegada de um grupo de homens gravemente enfermos com moléstias contraídas na Amazônia. Todos haviam trabalhado na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Como não havia nenhum médico e tão pouco hospital, o grupo foi encaminhado para tratamento em Passo Fundo.
A gripe espanhola, que se alastrou pelo RS a partir de outubro de 1918, também chegou à região. Um telegrama enviado de Marcelino Ramos ao intendente Carlos Heitor de Azevedo comunicava que todos os ferroviários da referida Estação estavam gravemente doentes. O telegrama é um dos raros documentos sobre o fato, e o intendente nada pode fazer. O Hospital de Caridade de Passo Fundo era o mais próximo. Porém, a casa de saúde sequer atendia a demanda local.
No alvorecer da segunda década do século passado, o atendimento médico era realizado por profissionais da cidade de Passo Fundo, que se deslocavam de trem até a Estação Erechim (hoje Estação), e de lá até a sede do 2º Distrito. Além dos esforços empreendidos para a instalação da Escola Santa Clara, pelas Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora no ano de 1922, o Frei Gentil de Caravaggio disponibilizou o salão da Paróquia Imaculada Conceição para servir como consultório e ambulatório médico. A iniciativa foi o embrião para que ainda na mesma década um hospital fosse fundado.
Nas fotos:
- Médicos vindos de Passo Fundo atendiam no salão da Paróquia Imaculada Conceição.
- O primeiro Hospital São Roque, todo de madeira. Ao fundo, o terreno já cercado, onde anos mais tarde foi construído o Colégio Santa Clara, hoje Faculdade Ideau.













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