Rio Grande do Sul entra em alerta vermelho para onda de calor nos próximos dias

Rio Grande do Sul entra em alerta vermelho para onda de calor nos próximos dias
As regiões da Serra, Noroeste e Sudoeste do Estado devem ser as mais impactadas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso vermelho de grande perigo para uma onda de calor que vai atingir áreas do Rio Grande do Sul nos próximos dias. O aviso tem início nesta terça-feira (3) e é válido até as 23h59 do próximo sábado (7). Ele abrange áreas de todos os Estados da região Sul (ao todo mais de 500 municípios), especialmente regiões como o Oeste Catarinense, as áreas Serrana, Noroeste e Sudoeste do Rio Grande do Sul, além de áreas do Centro-Sul, Sudoeste e Sudeste do Paraná. Os termômetros podem marcar 37ºC nessas localidades.

Uma onda de calor é um fenômeno meteorológico que acontece quando uma determinada região registra temperaturas muito acima da média por uma sequência de dias. No geral, os meteorologistas estabelecem que, para o fenômeno se configurar, as temperaturas precisam ficar ao menos 5ºC acima da média por um período de cinco dias ou mais.

Já o Inmet define uma onda de calor quando há um aumento de 5ºC na temperatura em relação à média mensal, independentemente da quantidade de dias de duração. O Inmet avisa que o calor extremo traz riscos à saúde. Em períodos de calor, é comum sentir o corpo mais lento, cansado e até tonto. Mas os efeitos das altas temperaturas vão muito além do desconforto.

Fenômeno deve ser mais frequente e mais longo. Um novo estudo, publicado na revista científica Science Advances concluiu que as mudanças climáticas estão fazendo com que as ondas de calor se tornem mais frequentes e mais longas do que há 40 anos. A pesquisa examinou o comportamento delas em termos de frequência, intensidade, duração e extensão espacial, ou seja, evolução e propagação.

A pesquisa examinou dados de 1979 a 2020. Notou-se que, desde 1979, as ondas de calor se tornaram 20% mais longas e 67% mais frequentes. Ou seja, a população tem ficado mais tempo exposta a temperaturas extremas. Pesquisas anteriores já haviam constatado que as mudanças climáticas estavam deixando os períodos de ondas de calor mais longos, frequentes e intensos. No entanto, o novo estudo se diferencia por levar em conta não somente a temperatura e a área de superfície dos fenômenos, mas também a duração do calor e sua propagação pelos continentes. (Com informações dos portais de notícias g1 e UOL)