Especial Colono e Motorista - A contribuição dos imigrantes para a economia do RS

Especial Colono e Motorista - A contribuição dos imigrantes para a economia do RS

Especial Colono e Motorista - A contribuição dos imigrantes para a economia do RS

 

Há exatos 200 anos, no dia 25 de julho de 1824, chegaram os primeiros alemães na então Província do Rio Grande do Sul. Desde então, a economia cresceu pelas mãos dos germânicos, seguidos nas décadas seguintes pelos italianos, poloneses, judeus, russos, austríacos e tantas outras etnias.

 

A pujança da economia do Rio Grande do Sul ao longo dos séculos deve-se, em grande parte, às contribuições dos imigrantes. Revoluções e disputas territoriais à parte, muitos negócios nasceram aqui pelas mãos dos pioneiros e seus descendentes.
O Império do Brasil, que promoveu a imigração, oferece lotes de terras, ferramentas e sementes, precisava de homens e mulheres para ocupar seu território. Além da agricultura, os imigrantes seriam os precursores do comércio e da indústria. Os rios dos Vales dos Sinos e do Taquari, que desembocam no estuário do Guaíba, foram determinantes nesse processo.
No contexto da chegada dos primeiros colonos de origem germânica, há dois séculos, é preciso reconhecer que tal chegada foi um dos fatores que consolidou o território gaúcho como referência econômica, desde os primeiros caixeiros-viajantes, ou musterreiters, profissionais que, no início da imigração, percorriam longas distâncias nas colônias e em Porto Alegre.
A navegação impulsionou o deslocamento humano e de mercadorias, integrando o território. Na virada para o século XX a ferrovia contribuiu para o progresso e ao longo do século passado as estradas se estenderam em diferentes direções, ligando as cidades e o RS ao Brasil.
Dentro daquilo que alguns denominaram de globalização, ou do mundo sem fronteiras, empresas de diferentes nações com atuação global se estabeleceram no RS, impulsionando o desenvolvimento econômico e social. Outras tantas, como por exemplo a Tramontina, que conta com um portfólio de milhares de produtos, abastece o mercado em todos os continentes.
As campanhas de colonização tiveram continuidade no regime republicano, tanto pela mão do poder público, através da União e do Estado, quanto de empresas privadas. O Alto Uruguai gaúcho foi colonizado a contar da primeira década do século XX. A Colônia Erechim, conduzida pela batuta da Secretaria de Estado de Terras e Colonização, recebeu milhares de imigrantes e migrantes das mais diferentes etnias. O mesmo se deu com a ICA, que promoveu a imigração de judeus do leste europeu, e tantas outras como a Luci & Rosa, com sede em Gaurama, a Companhia Colonizadora Riograndense, entre outras.
O Rio Grande da primeira metade do século XIX, quando os primeiros 39 alemães desembarcaram às margens do Rio dos Sinos, era muito diferente do atual.